Como está começando esta semana e, mais especialmente, esta segunda?

Bem, esteja ela legal ou ainda naquela lentidão morosa (acontece com todo mundo!), escrevo e dou continuidade ao projeto “Oh Happy Monday” para dar uma bombada nela para níveis infinitos de euforia ou simplesmente para um padrão que mereça um leve sorriso.

Hoje, decidi falar sobre um assunto bem simples: o sentido da vida.

Pense: hoje você acordou, tomou um banho e aquele café quentinho (espero que sim :D), talvez tenha feito exercícios, muito possivelmente já está se dedicando ao seu trabalho e estudos. Certo? Mas por quê?

Pense: você nasceu, conheceu uma porção de pessoas, aprendeu coisas, visitou lugares, beijou crushes, ganhou presentes, deu risada, sentiu tristeza (é da vida). O que mais? Mas por quê?

Pense: você tem sonhos e planos. Filhos. Cachorros. Carreira. A Disney? Uma casa ou um apartamento, uma ida para praia, alguns quilinhos a menos ou a mais. Trocar a tela quebrada do celular. Mas por quê?

Talvez você pense muito sobre. Talvez o por que já faça parte da sua vida. Talvez não. Se faz, você sabe que incomoda. Se ainda não, pode ter certeza que vai incomodar. Viver é bom. Inexplicavelmente bom. Cabe a nós explicar, atribuir sentido.

Já fui religioso fervoroso e fiz disso sentido. Já fui um trabalhador fervoroso e fiz disso sentido. Hoje fala-se muito do encontro de um propósito pessoal. Pura atribuição de sentido. Na minha visão, quase que essencial para uma vida feliz. Mas propósito, por vezes, soa como missão comunitária. Não precisa ser assim. Pode ser simples.

Qual é o sentido da vida?” talvez seja uma daquelas perguntas que não peçam respostas definitivas, mas constante exercício e reflexão. Sendo assim, hoje exercito a resposta da simplicidade da natureza.

Confesso que o vazio de sentido têm batido bastante na minha porta, mas logo me preencho ao exercitar uma coisa que está ao meu alcance a qualquer hora do dia. A contemplação e lembrança pura do que sou. Abaixo escrevo um texto que descreve este meu encontro com a resposta. Quando penso nisso, tudo faz sentido para mim. Espero que faça sentido para você:

Eu quero fazer uma porção de coisas na vida. Se não bastasse querer fazer, também quero ser e ganhar dinheiro. E quero ser reconhecido. E ter tempo. Quero ser feliz. Para minha vida, esse é um sentido. Que questiono diariamente, porque é frágil.

Faço da vida, sonho. Do viver, busca. Sempre caminhando, nunca estando, nunca sendo. Porque se paro, não entendo o sentido. Significo minha vida a partir do fazer. Sou a partir de como ajo. Porque parece que parado, apenas não sou.

Quando paro e penso. Contemplo. O ritmo mental desacelera. Os sonhos pulsam menos, olho para o verde, para a Terra. Nesse momento, descubro o que sou. E isso não me traz respostas, sentido. Sinto meu corpo, sua mortalidade. Me vejo decompondo, mas não me causa espanto, infelicidade. É a vida. A natureza.

Recupero o fôlego enquanto olho para o céu. Os sonhos ganham seu lugar. Os dias ruins e as frustrações também. Vejo a vida como processo, uma frieza de que não é de racionalidade, mas de natureza. Como uma árvore fincada no chão que já viu tanta coisa passar.

Me sinto pequeno dentro do universo. Tanto céu, tantas estrelas, tantos planetas. Mas também privilegiado. Quando olho para os troncos, para os lagos, para as copas das árvores, uno os pontos e reconheço a cor do nosso planeta visto do espaço.

Não há nada mais bonito, melhor lugar para se estar. Dei uma sorte imensa em vir parar aqui.Sonhos, dinheiro, projetos, carreira. Nada disso perde seu lugar, mas vira processo, não sentido.

Porque sentido para vida mesmo só há um: desfrutar. Que seja longa nossa estadia pelo planeta. Que possamos conhecer e tocar cada canto dele.


Esse texto faz parte do projeto #OhHappyMonday e foi enviado, por email, dia 24/07/2017. Se você também quer receber novidades em primeira mão, ganhar descontos e participar de eventos exclusivos, clique aqui.

 

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