Dia 13/11, é o Dia Mundial da Gentileza. Se for ver bem, todo dia é um dia especial para alguém, um aniversário, uma data que marcou algo importante, mas 13/11 é um dia que deveria ser especial para todo mundo. Afinal, homenageia um dos comportamentos mais legais da humanidade. E que poderia ser um hábito.

No Rio de Janeiro e também pelo país como um todo, a gentileza virou o nome de uma figura folclórica, o Gentileza. Gentileza gera Gentileza, ele escrevia em paredes pelo Rio. Hoje a frase também estampa timeline, cangas e ecobags. O fluxo proposto por ele é uma ação de alimentação, de renovação, de ganha-ganha, um estado de evolução permanente nas nossas relações.

Se gentileza gera gentileza, qual seria a produção máxima alcançável? Seria a gentileza infinita, inesgotável? O pensamento pode ir longe. Mas ele pode ficar perto se pensarmos em como seriam nossas relações pessoais e as comunidades com este fluxo ativo e o hábito gentil.

Gentileza, no dicionário, refere-se a um gesto amável. Mais do que um gesto, é o amor em si. Ser gentil é exercitar o reconhecimento e o amor ao próximo. Sorrir, oferecer, permitir, ouvir, dizer, receber, dar a vez, é reconhecer o outro como igual, tratá-lo com cuidado, atribuir o máximo valor a humanidade. O ato gentil não é de desconfiança, e sim de abertura. A gentileza não compete, colabora. A gentileza nunca vence, se relaciona.

A essa altura, talvez eu já esteja soando romântico. Afinal, é espetacular pensar no sentimento de gentileza, mas difícil vivê-lo. Dar a vez também é ficar para trás. Abrir os vidros para o pedinte é também se expor ao risco (real) de um assalto. Neste comportamento defensivo, também cria-se um fluxo. Se gentileza gera gentileza, medo gera medo, competição gera competição e desconfiança gera desconfiança. Pensando assim, talvez o que inviabilize a gentileza seja justamente o que poderia ser curado por ela. Gentileza gera gentileza, já dizia o poeta profeta.

Grandes figuras que tanto admiramos são admiradas justamente por acreditarem e viverem isso. Praticaram o hábito gentil, mesmo quando não haviam motivos aparentes para fazê-lo: Mandela, Gandhi, Jesus Cristo. Talvez, a grande questão seja entender que gentileza gera gentileza, mas não é uma relação de troca. A gentileza gerada vai para frente, talvez impacte em outro tempo, talvez não retorne para gente agora.

Desapegar da necessidade de retorno é amável, é gentil. Talvez seja romântico demais pensar que podemos mudar o mundo através da transformação desse comportamento em hábito. Talvez seja romântico demais pensar que podemos ser 100% gentis, afinal, há a TPM, o bad hair day, o colega grosseiro e o fura-fila que eu simplesmente não consigo tolerar. Mas certamente é possível pensar que podemos ser sempre mais gentis. De ato em ato. De gesto em gesto. Afinal, é assim que se forma o hábito.

Hoje é segunda, Dia Mundial da Gentileza. Que tal ser ainda mais gentil? Que a gente possa seguir assim nas próximas segundas, terças, quartas. Sempre um pouco mais.


Esse texto faz parte do projeto #OhHappyMonday e foi enviado, por email, dia 13/11/2017. Se você também quer receber novidades em primeira mão, ganhar descontos e participar de eventos exclusivos, clique aqui.

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