Hoje decidi escrever sobre carreira e trabalho. Inclusive, há uma grande possibilidade de você estar lendo este artigo no seu trabalho, não? Aproveito e já lhe faço uma pergunta: “como que é que tá aí”?

Há algum tempo atrás vi uma tirinha na internet. Nela, o personagem estressado jogava todos os papéis para o alto e gritava de maneira libertadora: f***-se tudo. No quadro seguinte, ele juntava e organizava os papéis com cautela e com sorriso amarelo dizia: hehe brincadeira. Acho esta tirinha sensacional e um reflexo do momento profissional de muita gente por aí.

É impressionante o número de pessoas insatisfeitas com trabalho e carreira. Recentemente utilizei como fonte uma pesquisa que apontava cerca de metade dos profissionais ativos americanos insatisfeitos. É muita gente.

O stress, a ansiedade, o anseio por um sentido maior nas atividades, a busca cada vez maior pela felicidade no aqui e no agora, o desejo por flexibilidade, as relações humanas, muitos são os fatores que nos deixam com aquela vontade de jogar tudo para o alto.

Por outro lado, o momento econômico, nosso sistema, nossos desejos materiais, o medo, a representatividade social, o julgamento, o senso de dever e os inseparáveis boletos agem como reguladores, que nos fazem juntar tudo logo em seguida.

Colocando muita gente num embate diário entre o largar x juntar. Imaginar a revolução x viver a rotina.

Está dualidade pode ser desgastante. E o ambiente das empresas muitas vezes não ajuda. Pelo contrário, não raro, desengaja, desencoraja e desumaniza. Criando para muita gente um espiral de sofrimento que começa em questões profissionais, mas transferem-se rapidamente para a vida como um todo.

carreira-trabalho

A vida é maior que o trabalho e a carreira. Mas é inegável que uma parcela considerável do tempo de uma jornada é investido nisso. Sendo assim, acabar com essa dualidade, encontrar um caminho e escolher um equilíbrio é fundamental e urgente. Para não corrermos o risco de perder tanto tempo em um caminho de angústia e infelicidade.

Encontrar um caminho não tem a ver necessariamente com mudar de carreira. Largar tudo e viver um ano sabático. Aliás, geralmente não tem. Entendo e aqui na escola também sempre trabalhamos a ideia de que tudo começa por autoconhecimento, pausa para respirar e o reconhecimento de que a gente espera respostas demais do trabalho. Quando muitas delas não estarão lá.

A carreira pode ser uma via virtuosa para a construção de uma vida feliz. Mas somos nós que precisamos conseguir dar este sentido à ela e não esperar que seja ela quem dê sentido a todo resto.

As empresas precisam entender que acima de todo contexto de crise, projeções, performance financeira e prazos existem pessoas. E que estas pessoas, se felizes e cientes de suas escolhas, provavelmente estarão mais engajadas, produtivas, resilientes (nenhum trabalho vai ser feito só de alegria, nada na vida será) e capazes de gerar muito mais resultado.

Para tal, pessoas, empresas, precisamos olhar para este ponto. Não podemos aceitar levar este cenário de miséria emocional por tanto tempo. E aí, pergunto para você que está lendo: como você têm se sentido? Sua atividade profissional lhe satisfaz? O que te satisfaz num contexto geral? Como sua carreira poderia contribuir mais com sua felicidade ou menos com sua angústia?

Ela tem contribuído para significar sua vida ou você tem significado sua vida pela carreira? E sua empresa, tem olhado pelas pessoas? E poderia continuar a perguntar mais e mais. Mas a cada dia entendo que está passando da hora de pararmos de fazer tantas perguntas e imaginar tantos cenários e vidas paralelas e, efetivamente, tomar ações para melhorar a nossa realidade.

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Esse texto faz parte do projeto #OhHappyMonday e  foi enviado, por email, dia 31/07. Se você também quer receber novidades em primeira mão, ganhar descontos e participar de eventos exclusivos, clique aqui!

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