Em nossa caminhada por aí, dentro e fora da sala de aula, frequentemente nos deparamos com conceitos, filosofias e projetos para desenvolvimento de uma cultura de criatividade e inovação. O assunto está em alta e faz todo sentido, uma vez que em um mundo a cada dia mais veloz e competitivo, a criatividade e a agilidade tornam-se essenciais para sobrevivência e prosperidade do negócio.

Não à toa, muitas das empresas mais admiradas do mundo possuem tais características como parte do seu DNA e profissionais que conseguem adicionar estes ingredientes à sua performance tornam-se mais valorizados. Porém, a medida que o assunto ganha destaque, algumas frases feitas e crenças limitantes relacionadas à criatividade e inovação também surgem e mitos são criados. Abaixo, vamos de uma vez por todas acabar com 5 deles!

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Criatividade é uma prática de gênios

Esqueça aquela figura do inventor isolado em uma sala à procura do momento “eureka”. Este sujeito até existe, mas é bem possível que ele esteja mais distante de chegar a uma grande ideia do que a maior parte das pessoas que está circulando por aí. Isto porque a matéria-prima fundamental da inovação não está dentro da gente, mas do lado de fora.

Hoje, diferentes técnicas e metodologias de pensamento são capazes de absorver este conhecimento externo e, apoiado nas habilidades inerentes de uma equipe, gerar combinações poderosas que podem transformar um grupo de pessoas em excepcionais criadores. A metodologia “Design Thinking” é uma grande prova disso!

Inovação é uma prática para pessoas e áreas especializadas

Pesquisa e Desenvolvimento, Gerência de Produto, Marketing, Diretoria de Processos, Núcleo de Inovação… Diversas empresas possuem áreas internas com a missão e o dia-a-dia direcionados à inovação. Cursos de extensão, graduação e especializações também certificam pessoas aptas a criar, inovar, desenvolver. E, certamente, a maior parte com resultados importantes.

Porém, é errado pensar que somente a área designada ou o profissional certificado é apto a promover transformações. A criatividade e inovação podem e devem ser um modelo horizontal, uma cultura que permeia a empresa, e que pode ser aplicada em pequenas e grandes transformações.

Inclusive, muitas das metodologias mais modernas têm como premissa a multidisciplinaridade, trazendo para o grupo de inovação pessoas não especializadas na prática em si, mas dotada de profundo conhecimento em outras áreas ou até mesmo usuários do produto final.

Duas cabeças pensam melhor do que uma

A frase é antiga e conhecida: “duas cabeças pensam melhor do que uma”. Tanto é verdade, que a maior parte das metodologias transformadoras são pautadas na coletividade e o famoso “brainstorm” (o grupo de geração criativa) já é consolidado nas grandes empresas. Mas calma, esta verdade não é tão verdadeira assim.

De fato, o trabalho em grupo é enriquecedor e tem potencial exponencial para geração criativa, porém, o trabalho individual também não pode ser desprezado. Existem diversas metodologias de geração criativa solitária que permitem que, em um curto espaço de tempo, o indivíduo possa ter uma produção equivalente ou até maior que a do grupo.

Uma ótima ideia é usar as duas, sendo a prática individual uma preparação para o desenvolvimento em grupo. Os resultados costumam ser significativamente potencializados.

Existem 2 tipos de ideias: as boas e as ruins

Geralmente costumamos dividir as ideias em dois potes: as que servem e as que não servem. Nunca se esqueça que esta divisão é feita por um parâmetro. E que este parâmetro pode ser inadequado ou até mesmo equivocado.

O mundo está cheio de ideias de sucesso que, previamente, foram taxadas de indesejáveis. Toda ideia nasce pura, se ela é boa ou ruim é uma questão de critério. E não quer dizer que ela não possa ser reaproveitada, testada ou melhor desenvolvida.

O processo criativo é 99% transpiração e 1% sobre inspiração

Esta frase é clássica e revela um lado fundamental do processo criativo: é muito mais suor do que magia. Mas aqui fazemos uma provocação, não seria 100% transpiração?

A tal inspiração, o momento “eureka”, a iluminação, como quiser chamar, acontece ou é provocada?

Estado de espírito, inconsciente e estalos criativos podem ser utilizados de maneira técnica, logo, também são frutos do suor.

Picasso certa vez disse: “A inspiração existe, mas tem que te encontrar trabalhando”.

Nós acreditamos plenamente nisto e esta é a ideia principal que queremos dividir com todos.

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